
“NADA QUERO”
Nada quero senão.
Inebriar-me com o perfume das rosas.
Apreciar os malabarismos.
Que os pássaros fazem pelo céu.
Soltar-me e dançar.
Ao sabor das notas musicais.
De uma boa música.
Enternecer-me.
Com o brilho das estrelas.
Apreciar as nuvens.
Quando mudam de direção.
Pedir ao sol.
Que continue aquecendo.
Meu corpo em tempo de aflição.
Banhar-me na chuva.
Para aliviar minha tensão.
Desvendar a magia das gotinhas.
Quase invisíveis do orvalho.
Ouvir o tique-taque do relógio.
Que se confundem.
Com as batidas de meu coração.
Soltar-me ao sabor do vento.
Sem rumo nem direção.
Buscar os segredos.
Íntimos e secretos.
Que se escondem na noite.
Para desvendar o encanto.
De tanta beleza e mistério.
Lambuzar outros lábios.
Com meus lábios.
Vermelhos de batom.
Deslizar meu corpo molhado.
Nas tuas mãos.
Escondidos na escuridão.
Revelar meus segredos para a noite.
Ir de encontro aos meus desejos
Desvendar e desfrutar.
Desse doce encanto.
Encanto que me faz sonhar.
Que me faz esperar.
Por tua presença.
Sedutoramente bela.
E envolta em tanto mistério.
Tânia Simonatto
02/03/08

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